quarta-feira, 20 de junho de 2012

Para que serve o estabilizador?

O estabilizador é um equipamento que tem a função de proteger aparelhos eletrônicos das variações de tensão que recebe da rede elétrica. Portanto, suas tomadas devem trazer energia estabilizada, diferente da energia que vem da rua, exposta a variações.

As redes elétricas estão sucetíveis a inúmeros problemas que podem danificar os aparelhos, dentre variações, quedas de energia etc. As redes brasileiras, em especial, são notórias por questões dessa natureza, como os famosos apagões que acontecem ao redor do país.

Em eventos dessa natureza, é muito comum que hajam prejuízos materiais, como perda de alimentos perecíveis e queima de eletroeletrônicos, pela brusca queda de energia. Para evitar estes e outros prejuízos, foram inventados equipamentos que têm as funções de estabilizar, limpar e manter a energia fornecida (com baterias, caso dos nobreaks) por um curto período. O estabilizador é um exemplo desse tipo de equipamento.

Como funciona

Os estabilizadores geralmente são compostos por um fusível de proteção, uma chave seletora da tensão da rede, tomadas de saída para ligar os aparelhos, uma chave para ligar e desligar e uma proteção para linha telefônica em alguns modelos.

Espera-se que os estabilizadores sejam capazes de nivelar a tensão elétrica, a voltagem da rede, e, assim, os picos de energia não afetarão diretamente os aparelhos.

No momento em que há um aumento da tensão na rede, os estabilizadores devem agir e regular a voltagem sobre cada aparelho, evitando, dessa forma, que estes sejam queimados. Já quando a rede sofre uma queda na sua tensão, o estabilizador aumenta a tensão, impedindo que os aparelhos desliguem.

Para proteger um equipamento, o estabilizador queima no seu lugar. Isso ocorre porque tais aparelhos mantém dentro de si um fusível de proteção, que é queimado em condições de grande instabilidade na tensão da rede, cortando o fornecimento de energia e impedindo que as voltagens instáveis não alcamcem o aparelho.

Devo ligar o videogame no estabilizador? É eficiente?

Atualmente, a utilidade dos estabilizadores tem sido questionada por uma série de fatores. Por isso, é muito comum ver recomendações que instruem o não uso destes para a proteção de equipamentos valiosos, principalmente aqueles que possuem fontes, como os videogames.

A Microsoft, inclusive, coloca a seguinte recomendação no seu site: “Conecte a fonte de alimentação diretamente a uma tomada de parede. A fonte de alimentação pode não funcionar corretamente se estiver conectada a um protetor contra sobretensão ou de cabo de extensão.” Esses protetores incluem o estabilizador.

O estabilizador foi destinado, desde quando se começou a fabricá-los, em 1940, à regulação da tensão de aparelhos movidos a válvulas, como os primeiros televisores e geladeiras, diferentemente dos equipamentos atuais, que possuem transistores.

Além dos transistores, novas tecnologias foram surgindo e seus circuitos diferentes abalaram a usabilidade dos estabilizadores. Os equipamentos mais modernos possuem fontes de alimentação que atuam automaticamente em redes de 127 V ou 220 V, ocupando melhor a função dos estabilizadores. É o caso das fontes dos videogames mais modernos, dos desktops e dos notebooks, que dispensam os estabilizadores.

Outro fator que abala a utilidade deste equipamento é a ausência nele de dispositivos capazes de purificar a energia elétrica distribuída. No final, essa característica afeta a utilidade básica desse equipamento, que é a correção das tensões. Isso ocorre porque, quando há uma grande poluição da corrente, as tensões não são corrigidas.

Mais um fator que se deve destacar é o tempo de resposta destes equipamentos, que fica entre os 8,3 milissegundos. Este é ainda um período muito longo para responder a qualquer falha na rede, o que abre espaço para a ocorrência de danos em equipamentos delicados. Alguns especialistas chegam a afirmar que os estabilizadores conseguem danificar as fontes de computadores.

Usar ou não em todos os aparelhos?

Diante de tantas questões que os estabilizadores apresentam e das opções disponíveis do mercado é mais aconselhável o uso tanto de um filtro de linha como de nobreaks para equipamentos mais valiosos e avançados.

No entanto, os estabilizadores ainda podem ser usados para aparelhos menos valiosos, mais antigos e, que não tenham fontes, como alguns equipamentos de som, rádios simples, luminárias etc.

Outra das suas utilidades é servir como excelentes extensores de capacidade para tomadas, assim como os “benjamins”, pois podem fornecer energia para vários aparelhos ao mesmo tempo, sem risco de curto-circuito.

Algumas modificações que certos fabricantes têm feito em seus estabilizadores também podem dar a estes uma sobrevida, por exemplo, a adição de fusíveis auto-regenerativos, proteção FX para linhas telefônicas e filtros de linha. Mas estes modelos não são os estabilizadores tradicionais e mais comuns e, acabam saindo um pouco mais caro.

terça-feira, 20 de março de 2012

Designer cria conceito de smartphone para cegos

Se o mundo hoje é tomado por smartphones, porque não criar um aparelho especialmente para os deficientes visuais? Foi pensando nisso que o estudante de Desenho Industrial Shikun Sun, da Universidade de Sheffield Hallam, na Inglaterra, fez o conceito do DrawBraille Mobile Phone. Trata-se de um aparelho com todas as funções normais de um telefone, mas com indicações em braile.

DrawBraille Mobile Phone, o conceito de smatphone feito para deficientes visuais (Foto: Divulgação)

O conceito inclui um leitor de livros, mensagens de texto, e-mail, e até mesmo um tocador de músicas. O DrawBraille Mobile Phone é dividido em duas peças principais: uma com 35 comandos em braile, distribuídos em cinco colunas, e outra com uma tela sensível ao toque, com superfície em relevo. A bateria também é representada: são cinco pontos de fácil acesso, localizados na lateral do aparelho.

DrawBraille Mobile Phone, o conceito de smatphone feito para deficientes visuais (Foto: Divulgação)

Certamente o projeto de Sun é uma solução prática e funcional para os deficientes visuais. Apesar disso, não há nenhuma previsão de que o aparelho chegue um dia a ser comercializado.

Kaspersky descobre malware que se instala em memória RAM

A empresa russa de segurança online Kaspersky detectou um programa que se instala na memória RAM dos computadores do país por meio do tradicional método de infeção “drive-by download attack”.

Recentemente, os desenvolvedores da Kaspersky investigaram vítimas do “vírus” que visitaram dois sites muito populares da Rússia: a agência de notícias RIA e o jornal Gazeta. Através de um serviço chamado AdFox, o código do ataque explorava a falha CVE-2011-3544 do Java utilizando os tradicionais pop-ups de anúncios.

“A operação tradicional envolve salvar um arquivo malicioso no disco rígido do PC infectado. Neste caso, porém, tivemos a surpresa: nenhum arquivo foi encontrado no disco”, explicou Sergey Golovanov, funcionário do departamento de segurança online da Kaspersky Lab.

Este tipo de hack normalmente explora a vulnerabilidade de produtos com software não atualizados e infectam os computadores sem que seja necessária qualquer interação com o arquivo. Contudo, a infecção é facilmente removida: basta apenas reiniciar o computador e limpar a memória do sistema.

Kaspersky descobriu vírus raro em computadores russos (Foto: Divulgação) (Foto: Kaspersky descobriu vírus raro em computadores russos (Foto: Divulgação))

Como o malware está em sites muito populares, a chance de reincidência é grande.“Detectamos os ataques na Rússia, mas nada impede que esse tipo de "vírus" se espalhe pelo mundo”, completou Golovanov.

Segundo ele, a melhor maneira de se proteger do ataque é sempre manter atualizadas as configurações do computador, especialmente navegadores de Internet e plugins. Anti-vírus tradicionais encontram dificuldade para identificar este tipo de problema.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Como jogar no trabalho sem que seu chefe perceba

Todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já deve ter se desligado um pouco daquele relatório importantíssimo que precisava fazer no trabalho e começou a jogar um game relaxante - ou ver alguns vídeos do YouTube - para esfriar a cabeça. O problema disso é se o seu chefe aparecer de surpresa. Se o seu computador não for um dos mais rápidos, é bem provável que você tenha muito mais dor de cabeça após o flagra.

Para não sofrer as consequências de um chefe exigente e continuar relaxando com seus joguinhos de vez em quando, descubra como esconder as janelas comprometedoras da área de trabalho e ainda emudecer todos os sons do game com apenas um comando no teclado.

Passo 1. Primeiramente será preciso fazer o download do programa Magic Boss Key.

Passo 2. Assim que o programa for instalado, clique duas vezes sobre o ícone que aparece do aplicativo, na barra de ferramentas, ao lado do relógio.

Passo 3. Será mostrada uma janela e uma lista com todos os programas e sites abertos no momento. Basta selecionar aqueles que você deseja ocultar e apertar a tecla F12, que é o atalho padrão do Magic Boss Key para ocultar e fazer reaparecer as janelas ocultas.

Escolhendo os programas que serão ocultados (Foto: Reprodução)

Passo 4. Além de esconder programas ou sites comprometedores, o programa permite ocultar ícones da área de trabalho, da barra de ferramentas, ou deixar o áudio mudo (se for o caso de algum jogo com som, por exemplo). Para configurar estas opções, clique no ícone do programa e acesse “Options”.

Passo 5. Quando a janela aparecer será possível selecionar a melhor maneira para ativar o programa: se o melhor é ocultar e reabrir as janelas ao clicar nos dois botões do mouse simultaneamente, ou se você prefere manter a opção padrão, que é a tecla F12.

É possível, ainda, definir se o programa deve ocultar todos os ícones da área de trabalho ou da barra de ferramentas, e se o som deve ser emudecido. Nesta última opção, quando selecionado, o programa será inicializado automaticamente quando o computador for ligado.

Configurando o Magic Boss (Foto: Reprodução)

Passo 6. Depois de configurar todas as opções desejadas basta clicar em OK e pronto! Ninguém mais terá problemas com o chefe e os colegas depois deste programa.

O que é botnet?

“Bot” é um tipo de malware que permite ao hacker ou cracker obter controle completo através de uso remoto de um computador afetado. Ou seja, transforma um computador em um “zumbi” para realizar tarefas de forma automatizada na Internet, sem o conhecimento do usuário. Uma botnet, por sua vez, é uma rede de agentes de software ou bots que executam autonomamente.

botnet2 (Foto: botnet2)

Os sistemas infectados passam a ser usados como cobertura para uma série de atividades ilegais, incluindo novas infecções. Um computador pode infectar PCs com os quais interage através da rede local ou por meio dos endereços de contatos armazenados no PC. O bot pode se infiltrar tanto em servidores de IRC ou em um canal específico de uma rede pública IRC quanto em roteadores e modems DSL.

Sobretudo, as botnets podem ser usadas para enviar mensagens de spam, disseminar vírus, atacar computadores e servidores, roubar informações bancárias e sigilosas, além de cometer outros tipos de crimes e fraudes.

Geralmente, uma botnet pode conter centenas ou milhares de computadores infectados, que acobertam ataques em sites e servidores, derrubando-os ou facilitando invasões. Isso dificulta a identificação dos invasores. Se o ataque for rastreado, a busca levará a uma máquina de um usuário que pode nem saber que seu computador era um “bot”.

Muitas botnets já foram encontradas e removidas da Internet. No ano passado, por exemplo, foi encontrada e desativada uma botnet chamada Rustock, que chegou a enviar comandos para mais de um milhão de PCs zumbis.

Há muitas botnets em ação espalhadas pelo mundo. Algumas são pequenas com poucos "zumbis", já outras são enormes e sofisticadas. Atualmente, inclusive, existe uma que já infectou mais de 4,5 milhões de computadores em poucos meses e ainda está sob investigação.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O que são hashtags e como usar

Hashtags são palavras-chave usadas com o símbolo do jogo da velha (#) que associam a um assunto que está sendo discutido no Twitter. Com a hashtag, o termo utilizado vira um hiperlink, podendo ser acessado por qualquer usuário. Exemplo: o tag #ConexãoDireta agrega os posts no Twitter sobre o BLOG.

O símbolo hashtag serve como ferramenta de busca para agrupar conteúdos do mesmo tema. Dessa forma, ao adicionar o símbolo antes da palavra ou frase, os demais usuários encontram facilmente publicações sobre o mesmo assunto.

Símbolo hashtag (Foto: Foto: Reprodução)

Depois de enviado, o tweet com o símbolo # poderá ser visualizado não apenas pelos seus seguidores, mas também por todos aqueles que publicaram assuntos relacionados. Este método ajuda muito a encontrar pessoas com interesses comuns.

As hashtags mais usadas no Twitter ficam agrupadas no Trending Topics, uma lista que representa as frases mais publicadas no microblog em tempo real.

O site oficial www.hashtags.org foi feito para obter informações sobre os grupos já existentes, divididos por categorias. Também é possível criar um novo grupo apenas escrevendo um tweet utilizando a hashtag.




quinta-feira, 8 de março de 2012

As Mulheres da informática.

A história da computação nasceu com uma mulher. Ada Lovelace, nascida em 1815, criou o que se considera o primeiro código-fonte do mundo. Mas hoje, infelizmente, elas são minoria. Para se ter uma idéia, a turma de Ciência da Computação da UFBA em 2011 tem apenas 9 mulheres. 13% da turma. Proporção bem menor do que na década de 80 nos Estados Unidos, quando a participação delas chegou a ser estimada em 37%, auge da presença feminina na profissão em todo o mundo.

E elas fazem muita falta. Segundo o pós-graduando em sistemas para internet Luciano Lima, a presença feminina nas turmas trás uma maior gama de possibilidades, pois homens e mulheres tem perspectivas diferentes que acabam se somando. “As mulheres que conhecí na faculdade não ficavam devendo nada nas turmas, muito pelo contrário. Tive uma colega da graduação, por exemplo, que sempre demonstrou grande capacidade e é exemplo de bom profissional”, diz Lima.

Mas assim como em diversos setores antes dominados pelos homens, as mulheres estão assumindo posições de liderança também nas empresas de informática. Em Setembro de 2011 a HP, 11ª maior empresa do mundo segundo a revista Fortune, deu a vaga de diretor executivo e a complicada missão de reeguer a empresa a Meg Withman.

Outro exemplo é Sheryl Sandberg. Segunda em comando no Facebook, é a idealizadora do formato de anúncios do site e hoje lida com toda a parte financeira da empresa mais badalada do momento. Foi eleita a quinta mulher mais poderosa do mundo em 2011 pela revista Forbes, ficando apenas duas posições abaixo da presidenta Dilma Rousseff.

Para a cientista da computação americana Jan Cuny, um dos maiores entraves para a presença feminina na área é o “fator nerd”. “Quando uma jovem no ensino médio pensa em computação ela imagina geeks, cubículos isolados e uma vida atrás de telas escrevendo código. Isso desanima ambos os sexos, mas parece fazer mais efeito nelas”, diz Cuny baseada em uma pesquisa do National Center for Women and Information Technology (Centro Nacional para a Mulher e a Tecnologia da Informação).

“Mas é mais do que trabalhar num cubículo. Elas devem pensam em como a computação pode revolucionar a medicina, ou criar moléculas sintéticas ou ainda ajudar no estudo do clima do planeta”, termina a pesquisadora.